Dissertações de Mestrado em Psicologia

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    Entre Traços e Laços: personalidade, vinculação e sintomatologia psicopatológica em adultos filhos de pais com consumo de substâncias
    (ISMT, 2025-07) Santos, Angelina Sofia Freitas; Lemos, Laura (Orientadora)
    Objetivo: O presente estudo teve como objetivo principal analisar de que forma a perceção do consumo parental de substâncias se relaciona com a personalidade, os estilos de vinculação e a sintomatologia psicopatológica em adultos filhos de pais consumidores. Métodos: A investigação contou com uma amostra de 525 participantes, com idades compreendidas entre os 18 e os 70 anos, recrutados por amostragem não probabilística em bola de neve. Com base na perceção dos participantes, a amostra foi dividida em dois grupos: indivíduos com pais consumidores excessivos de substâncias e indivíduos com pais não consumidores, sendo realizadas comparações entre estes grupos. Foram utilizados instrumentos de autorresposta: o Questionário de Personalidade de Eysenck – Forma Revista (EPQ-R), o Inventário de Sintomas Psicopatológicos 18 (BSI-18) e a Escala de Vinculação do Adulto (EVA). As análises estatísticas incluíram testes t de Student, ANOVAs, correlações de Pearson e uma análise mediacional. Resultados: Os resultados indicaram que os participantes que percecionam os pais como consumidores excessivos de substâncias apresentam níveis significativamente mais elevados de sintomatologia ansiosa e sintomatologia depressiva e vinculação ansiosa. Os participantes mais jovens demonstraram maior vulnerabilidade emocional. Os filhos de pais não consumidores apresentaram níveis mais elevados e estatisticamente significativos de Conforto com a proximidade e de Confiança nos outros. A vinculação mostrou-se mediadora da relação entre o consumo parental e a sintomatologia psicopatológica. Conclusão: Os dados reforçam a influência significativa da perceção do consumo parental excessivo no desenvolvimento psicológico dos filhos adultos, nomeadamente ao nível da vinculação e da regulação emocional. A presença de padrões de vinculação inseguros e de sintomatologia psicopatológica mais elevada, em filhos que percecionam os pais com consumo de substâncias excessivo, destaca a importância de intervenções psicológicas que envolvam o contexto familiar. Além disso, sublinha-se a relevância da prevenção precoce, com estratégias que promovam ambientes familiares seguros e saudáveis ao longo do desenvolvimento. | Objective: The main objective of this study was to analyse how the perception of parental substance use is related to personality, attachment styles and psychopathological symptomatology in adult children of substance-using parents. Methods: The study involved a sample of 525 participants aged between 18 and 70, recruited through non-probabilistic snowball sampling. Based on the participants' perceptions, the sample was divided into two groups: individuals with parents who were excessive substance users and individuals with non-using parents, and comparisons were made between these groups. Self-report instruments were used: the Eysenck Personality Questionnaire – Revised Form (EPQ-R), the 18-item Brief Symptom Inventory (BSI-18) and the Adult Attachment Scale (AAS). Statistical analyses included Student's t-tests, ANOVAs, Pearson correlations and a mediational analysis. Results: The results indicated that participants who perceive their parents as excessive users of substances have significantly higher levels of anxious and depressive symptomatology and anxious attachment. Younger participants showed greater emotional vulnerability. The children of non-consuming parents had higher and statistically significant levels of Comfort with proximity and Trust in others. Attachment was shown to mediate the relationship between parental consumption and psychopathological symptoms. Conclusion: The data reinforces the significant influence of the perception of parental consumption on the psychological development of adult children, particularly in terms of attachment and emotional regulation. The presence of insecure attachment patterns and higher psychopathological symptoms in children who perceive their parents to be substance abusers highlights the importance of psychological interventions that involve the family context. In addition, the relevance of early prevention is emphasised, with strategies that promote safe and healthy family environments throughout development.
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    Memória, Queixas Subjetivas e Ansiedade Geriátrica
    (ISMT, 2025-07) Reis, Ana Mafalda Tinoco dos; Espirito-Santo, Helena (Orientadora)
    Contexto e objetivos: O envelhecimento populacional tem sido acompanhado por um aumento das preocupações relacionadas com o funcionamento cognitivo e emocional da população em idade avançada. A memória e a ansiedade geriátrica são fatores determinantes na qualidade de vida, influenciando a autonomia e o bem-estar dos indivíduos. As Queixas Subjetivas de Memória (QSM) são frequentemente relatadas nesta população e podem estar associadas tanto a alterações cognitivas objetivas como a fatores emocionais, como a ansiedade. Neste contexto, compreender a relação entre memória objetiva, QSM e ansiedade geriátrica torna-se essencial para promover intervenções adequadas no envelhecimento. Métodos: A amostra foi constituída por 857 participantes em idade avançada, maioritariamente do sexo feminino, com uma média de idade de 83,00 anos. Foram recolhidos dados sociodemográficos, incluindo idade, escolaridade, estado civil, tempo de institucionalização, resposta social e local de residência. Também foram analisadas variáveis clínicas, como histórico de quedas, consumo de psicofármacos e presença de doenças crónicas. A memória objetiva foi avaliada através do Mini-Addenbrooke’s Cognitive Examination (Mini-ACE), enquanto as QSM foram analisadas o while Subjective Memory Complaints (QSM). Para avaliar a ansiedade geriátrica, utilizou-se a Geriatric Anxiety Inventory (GAI). Resultados: Os resultados evidenciaram uma associação estatisticamente significativa entre níveis elevados de ansiedade geriátrica e a frequência de QSM. A análise de regressão demonstrou que a ansiedade geriátrica constitui um preditor significativo das QSM, sugerindo que o aumento da sintomatologia ansiosa poderá contribuir para uma maior perceção de dificuldades cognitivas, independentemente do desempenho objetivo nas provas neuropsicológicas. Conclusão: O estudo reforça a importância de considerar fatores emocionais, como a ansiedade, na perceção das dificuldades cognitivas na população em idade avançada. A identificação da ansiedade como uma variável associada às queixas cognitivas fornece direções relevantes para o desenvolvimento de intervenções direcionadas. No entanto, este estudo apresenta limitações, nomeadamente a sua natureza transversal, que impede a análise da evolução das variáveis ao longo do tempo. Estudos futuros deverão incluir amostras mais diversificadas e abordagens longitudinais para um entendimento mais aprofundado. A deteção precoce de alterações cognitivas e emocionais é essencial para intervenções mais eficazes, promovendo um envelhecimento saudável e adaptativo. | Background and Objective: Population ageing has been accompanied by growing concerns regarding the cognitive and emotional functioning of older adults. Memory and geriatric anxiety are key factors in quality of life, influencing individuals' autonomy and well-being. Subjective memory complaints (SMC) are frequently reported in this population and may be associated with objective cognitive changes, as well as emotional factors such as anxiety. In this context, understanding the relationship between objective memory, SMC, and geriatric anxiety is essential for promoting appropriate interventions in ageing. Methods: The sample consisted of 857 older adults, mostly female, with a mean age of 83 years. Relevant sociodemographic data were collected, including age, education, marital status, length of institutionalisation, social support, and place of residence. Clinical variables such as history of falls, psychotropic drug use, and the presence of chronic diseases were also analysed. Mini Addenbrooke’s Cognitive Examination (Mini-ACE) was used to assess objective memory, while Subjective Memory Complaints (SMC) were evaluated using a standardised instrument. Geriatric anxiety was assessed using the Geriatric Anxiety Inventory (GAI). Results: The results revealed a statistically significant association between higher levels of geriatric anxiety and the frequency of subjective memory complaints (SMCs). The regression analysis showed that geriatric anxiety is a significant predictor of SMCs, suggesting that increased anxious symptomatology may contribute to a greater perception of cognitive difficulties, regardless of objective performance on neuropsychological tests. Conclusions: This study highlights the importance of emotional regulation in the perception of cognitive difficulties among older adults. The identification of geriatric anxiety as a key variable associated with subjective memory complaints provides valuable insights for the development of targeted interventions. However, the study's cross-sectional design limits the ability to assess changes over time. Future studies should include more diverse samples and adopt longitudinal methodologies to gain a deeper understanding of the interaction between cognition and emotion. Early identification of cognitive and emotional changes is crucial for more effective interventions, promoting healthy and adaptive ageing.
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    Estudo das Características Psicométricas da Versão Portuguesa da Infertility--Related Stress Scale
    (ISMT, 2025-07) Francisco, Ana Luzia Gonçalves; Galhardo, Ana (Orientadora)
    O stress tem sido amplamente reconhecido como um fator determinante na saúde mental de indivíduos com um diagnóstico de infertilidade. Neste enquadramento, o presente estudo teve como principal objetivo proceder à adaptação e validação da versão portuguesa da Infertility-Related Stress Scale (IRSS), que avalia o stress relacionado com a infertilidade nas dimensões intrapessoal e interpessoal. A amostra do presente estudo foi constituída por 172 mulheres, com idades compreendidas entre os 18 e os 50 anos. As participantes preencheram, num formato online, um questionário sociodemográfico e de dados clínicos, bem como a versão portuguesa da Infertility-Related Stress Scale (IRSS), o Patient Health Questionnaire-4 (PHQ-4) e o Fertility Problem Inventory – Short Form (FPI-SF). Através de uma análise fatorial exploratória, observou-se uma estrutura de dois fatores a explicar 59% da variância total. Relativamente à fidedignidade da IRSS observaram-se coeficientes alfa de Cronbach de .92 para a escala total, .90 para a subescala de stress intrapessoal e .87 para a subescala de stress interpessoal. Em termos de validade convergente, a IRSS apresentou correlações positivas e estatisticamente significativas, de magnitude muito grande com o FPI-SF e o PHQ-4, sendo também observada validade incremental ao controlar o efeito do FPI-SF. Por fim, não se observaram correlações estatisticamente significativas entre os scores da IRSS e variáveis sociodemográficas (idade, anos de escolaridade) ou clínicas (duração do diagnóstico de infertilidade), nem diferenças entre os scores médios da IRSS em função do estado civil, tipo de infertilidade, ter realizado ou estar a realizar tratamento médico e ter tido ou estar a ter apoio psicológico (p > .050). A IRSS revelou-se um instrumento válido e fidedigno para avaliar o stress relacionado com a infertilidade na população portuguesa, podendo ser utilizada, tanto em contextos clínicos, como de investigação. A sua aplicação poderá contribuir para uma avaliação mais sensível e específica do stress associado à experiência de infertilidade, facilitando o desenvolvimento de intervenções psicológicas ajustadas às necessidades emocionais desta população. | Stress has been widely recognised as a determining factor in the mental health of people diagnosed with infertility. In this context, the main aim of this study was to adapt and validate the Portuguese version of the Infertility-Related Stress Scale (IRSS), which assesses infertility-related stress in both intrapersonal and interpersonal dimensions. The sample consisted of 172 women aged between 18 and 50. The participants completed an online sociodemographic and clinical questionnaire, as well as the Portuguese version of the Infertility-Related Stress Scale (IRSS), the Patient Health Questionnaire-4 (PHQ-4) and the Fertility Problem Inventory - Short Form (FPI-SF). An exploratory factor analysis revealed a two-factor structure, explaining 59% of the total variance. Regarding the reliability of the IRSS, Cronbach's alpha coefficients were .92 for the total scale, .90 for the intrapersonal stress subscale and .87 for the interpersonal stress subscale. In terms of convergent validity, the IRSS demonstrated positive and statistically significant correlations of very high magnitude with the FPI-SF and the PHQ-4. Additionally, incremental validity was observed when controlling for the effect of the FPI-SF. There were no statistically significant correlations between the IRSS scores and sociodemographic variables (age, years of education) or clinical variables (lenght of infertility diagnosis), nor were there any differences between the mean IRSS scores according to marital status, type of infertility, having undergone or currently undergoing medical treatment and having had or currently receiving psychological support (p > .050). The IRSS proved to be a valid and reliable instrument for assessing infertility related stress in the Portuguese population and can be used in both clinical and research contexts. Its application could contribute to a more sensitive and specific assessment of the stress associated with the experience of infertility, facilitating the development of psychological interventions tailored to the emotional needs of this population.
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    Estudo da Estrutura Fatorial e Características Psicométricas da Escala de Vergonha Relacionada com Doença Crónica (CISS) numa Amostra de Mulheres com Diagnóstico de Infertilidade
    (ISMT, 2025-07) Crisóstomo, Ana Carolina dos Santos; Galhardo, Ana (Orientadora)
    A presente investigação teve como objetivo analisar a estrutura fatorial e as propriedades psicométricas da Escala de Vergonha Relacionada com Doença Crónica (CISS) numa amostra de 179 mulheres com diagnóstico autorreportado de infertilidade. As participantes foram recrutadas através de associações de pacientes e completaram online um conjunto de instrumentos de autorresposta. Realizou-se uma análise fatorial confirmatória (AFC) da CISS que revelou um bom ajustamento do modelo unidimensional, em consonância com a estrutura proposta na versão original da escala. A CISS demonstrou elevada consistência interna (α = .93) e validade convergente, evidenciada pela forte correlação com a Escala de Vergonha Relacionada com a Infertilidade (I-EISS) e pelos elevados valores da variância extraída média (VEM = .76). A CISS correlacionou-se positivamente com sintomas de depressão, ansiedade e stress relacionado com a infertilidade, mas não apresentou associações significativas com variáveis sociodemográficas (idade, escolaridade) ou com a duração do diagnóstico. Não foram observadas diferenças significativas nos níveis de vergonha em função da etiologia da infertilidade, mas mulheres que ainda não tinham realizado tratamentos médicos apresentaram níveis mais elevados de vergonha. Estes resultados reforçam a adequação da CISS para avaliar a vergonha em contexto de infertilidade, destacando a importância de incluir esta variável em avaliações clínicas e intervenções psicológicas direcionadas. Apesar de limitações, como a composição exclusivamente feminina da amostra e a ausência de análise da estabilidade temporal, o estudo oferece evidência preliminar de que a CISS é um instrumento psicometricamente robusto para esta população. | This study aimed to analyse the factorial structure and psychometric properties of the Chronic Illness Shame Scale (CISS) in a sample of 179 women with self-reported infertility diagnosis. Participants were recruited through patients associations and completed online a set of self-report measures. Confirmatory factor analysis (CFA) supported a good fit for the unidimensional model, consistent with the proposed structure of the original scale. The CISS demonstrated high internal consistency (α = .93) and convergent validity, indicated by strong correlations with the Infertility-Related Shame Scale (I-EISS) and high average variance extracted (AVE = .76). Positive correlations were found between the CISS scores and symptoms of depression, anxiety, and infertility-related stress, while no significant associations emerged with sociodemographic variables (age, education) or duration of diagnosis. Chronic illness-related shame levels did not differ significantly based on infertility aetiology, but women who had not yet undergone medical treatments reported higher shame. These findings support the suitability of the CISS for assessing shame in the context of infertility, highlighting the importance of including this variable in clinical assessments and psychological interventions. Despite limitations such as the exclusively female sample and lack of test-retest analysis, the study provides preliminary evidence that the CISS is a psychometrically robust tool for this population.
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    Tipologias Discursivas acerca do Corpo: validação da Body Talk Scale em amostra de mulheres lusófonas
    (ISMT, 2025-09) Maleitas, Ana Afonso Espírito Santo; Simões, Joana (Orientadora)
    Introdução: A imagem corporal constitui um construto multidimensional, sendo influenciado por fatores individuais, sociais e culturais. O investimento no seu estudo prende-se com o facto de que a forma como os indivíduos se relacionam com o seu corpo tem um impacto significativo no bem-estar e funcionamento geral, podendo ainda estar na génese de perturbações psicológicas. O construto “body talk”, entendido como os tipos de discurso que os indivíduos têm acerca do corpo, pode assumir uma vertente negativa, associado à insatisfação com o corpo e a comportamentos alimentares desadaptativos, ou positiva, que se relaciona com maior apreço pelo corpo. Apesar da relevância deste construto, a investigação em contexto lusófono é ainda escassa, sendo limitada pela ausência de instrumentos adequados para avaliar diferentes tipos de discurso acerca do corpo. Objetivo: Este estudo teve como objetivo principal traduzir, adaptar e validar psicometricamente a versão da Body Talk Scale (BTS) para mulheres lusófonas. Método: Participaram 230 mulheres com idades entre os 18 e 80 anos (M = 37.90; DP = 15.60). A recolha foi realizada online, mediante consentimento informado. Após tradução e retroversão da BTS, procedeu-se a análises fatoriais confirmatórias (CFA), análises da consistência interna e validade convergente e divergente. Resultados: Os resultados da CFA confirmaram a estrutura de três fatores da BTS, tendo o modelo apresentado um ajustamento adequado aos dados (χ2 (72) = 164.96, p < 0.001; χ2/df = 2.30; CFI = 0.96; TLI = 0.95; RMSEA = 0.08, C.I. 90% [0.06 to 0.07], p = 0.004; SRMR = 0.07). Adicionalmente, os três fatores apresentaram propriedades psicométricas robustas, assim como adequadas validades convergente e divergente, calculadas relativamente a construtos como o apreço pelo corpo, o apreço pela funcionalidade do corpo, a compaixão pelo corpo, a fusão cognitiva com a imagem corporal e escalas de depressão, ansiedade e stress. Conclusão: A BTS apresenta boas propriedades psicométricas, revelando-se um instrumento breve, fiável e válido para avaliar as tipologias discursivas relacionadas com o corpo em mulheres lusófonas. A sua utilização poderá contribuir significativamente para uma maior compreensão da fenomenologia da imagem corporal, assim como para a sua avaliação clínica e para o desenvolvimento de intervenções focadas numa imagem corporal positiva, com impacto no bem-estar e funcionamento gerais. | Introduction: Body image is a multidimensional construct, influenced by individual, social, and cultural factors. The interest in its study lies in the fact that the way individuals relate to their bodies has a significant impact on well-being and overall functioning, and it may also underlie psychological disorders. The construct of body talk, understood as discourses related to the body, can take on a negative dimension, associated with body dissatisfaction and maladaptive eating behaviors, or a positive one, related to greater body appreciation and acceptance. Despite the relevance of this construct, research in the Lusophone context remains rare, limited by the absence of adequate instruments to assess different types of body-related discourse. Objective: The main aim of this study was to translate, adapt, and psychometrically validate the version of the Body Talk Scale (BTS) for Lusophone women. Method: A total of 230 women aged between 18 and 80 years (M = 37.90; SD = 15.60) participated. Data collection was carried out online, with informed consent. After translation and back-translation of the BTS, confirmatory factor analyses (CFA) were conducted, along with analyses of internal consistency and convergent and divergent validity. Results: CFA results confirmed the three-factor structure of the BTS, with the model showing good fit to the data (χ²(72) = 164.96, p < 0.001; χ²/df = 2.30; CFI = 0.96; TLI = 0.95; RMSEA = 0.08, 90% C.I. [0.06–0.07], p = 0.004; SRMR = 0.07). Furthermore, the three factors showed robust psychometric properties, as well as adequate convergent and divergent validity, assessed in relation to constructs such as body appreciation, body functionality appreciation, body compassion, cognitive fusion with body image, and measures of depression, anxiety, and stress. Conclusion: The BTS demonstrated good psychometric properties, proving to be a brief, reliable, and valid instrument for assessing body-related discursive typologies in Lusophone women. Its use may significantly contribute to a better understanding of the phenomenology of body image, as well as to its clinical assessment and the development of interventions focused on fostering positive body image, with an impact on overall well being and functioning.