Dissertações de Mestrado em Psicologia

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    Quando Arde Cá Dentro: Burnout e vulnerabilidade ao stress em bombeiros
    (ISMT, 2025-12) Oliveira, Nuno Manuel Bárbora de; Santos, Diamantino (Orientador)
    O combate a incêndios expõe os/as bombeiros/as a esforço físico extremo, condições ambientais adversas, riscos elevados e elevada carga emocional, com impacto na saúde física e psicológica. Nestas operações, o stress contínuo, a pressão para salvar vidas e bens, o contacto com cenários de destruição e vítimas, e a eventual perda de colegas podem gerar consequências emocionais duradouras. Este estudo transversal de natureza quantitativa, tem como objetivos estudar numa amostra de bombeiros a prevalência da síndrome de burnout, vulnerabilidade ao stress e a sua relação com alguns fatores psicossociais. Participaram nesta investigação oitenta bombeiros/as em exercício de funções na região centro de Portugal, aos quais foram aplicados três instrumentos: questionário sociodemográfico, Questionário de Vulnerabilidade ao Stress e o Copenhagen Burnout Inventory. Os resultados confirmam a estrutura multidimensional do fenómeno de burnout. Verificou-se uma associação significativa entre a vulnerabilidade ao stress e todas as dimensões do burnout, enquanto a variável Idade evidenciou um efeito protetor. Por sua vez, a variável Sexo mostra que, embora os sintomas de exaustão sejam semelhantes entre sexos, o sexo feminino apresenta maiores vulnerabilidades psicossociais que podem contribuir para o desenvolvimento do burnout. Estes dados salientam a necessidade de implementação de estratégias preventivas integradas e reforçam a relevância de estudos longitudinais que permitam aprofundar a compreensão do fenómeno e contribuir para a proteção e bem-estar destes profissionais. Como principal limitação, a natureza transversal do estudo e a amostra de conveniência restringem a generalização dos resultados. | Firefighting exposes firefighters to extreme physical effort, adverse environmental conditions, high risks, and a heavy emotional load, all of which impact both physical and psychological health. During these operations, continuous stress, pressure to save lives and property, exposure to scenes of destruction and victims, and the potential loss of colleagues can generate lasting emotional consequences. This cross-sectional quantitative study aims to examine, in a sample of firefighters, the prevalence of burnout syndrome and stress vulnerability, as well as their relationship with certain psychosocial factors. Eighty active firefighters from the central region of Portugal participated in this research. Three instruments were used: a sociodemographic questionnaire, the Stress Vulnerability Questionnaire, and the Copenhagen Burnout Inventory. The results confirm the multidimensional structure of the burnout phenomenon. A significant association was found between stress vulnerability and all dimensions of burnout, while age appeared to have a protective effect. Regarding gender, results indicate that although symptoms of exhaustion are similar in both sexes, female firefighters display greater psychosocial vulnerabilities that may contribute to the development of burnout. These findings highlight the need for the implementation of integrated preventive strategies and reinforce the importance of longitudinal studies to deepen the understanding of this phenomenon and promote the protection and well-being of these professionals. As a main limitation, the cross-sectional design and convenience sampling restrict the generalization of the results.
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    A Influência do Estilo de Vinculação no Desenvolvimento da Psicopatia: uma revisão sistemática
    (ISMT, 2026-03) Roxo, João Bernardo Marques; Becker, Joana (Orientadora)
    A psicopatia é um construto amplamente estudado na psicologia e na psiquiatria forense, caracterizado por traços interpessoais, afetivos e comportamentais como instabilidade emocional, manipulação e comportamentos antissociais persistentes. A complexidade deste fenómeno reside não só na sua expressão clínica, mas também nas implicações sociais e jurídicas que acarreta. A teoria da vinculação oferece um enquadramento conceptual pertinente para compreender de que forma as experiências relacionais precoces poderão influenciar a organização emocional e interpessoal associada à psicopatia. O presente estudo teve como objetivo analisar, através de uma revisão sistemática da literatura, a relação entre os estilos de vinculação e o desenvolvimento da psicopatia e manifestação de traços psicopáticos, procurando identificar padrões consistentes que contribuam para uma melhor compreensão etiológica do construto. Para tal, foram consultadas as bases de dados ScienceDirect, EBSCO, PubMed e APA PsycArticles. O descritor utilizado na pesquisa foi “attachment theory and psychopathy”. Inicialmente, foram identificados 513 artigos. Após a leitura dos títulos e resumos e a exclusão dos duplicados, 35 estudos foram selecionados para análise. Os resultados sugerem a existência de associações entre padrões de vinculação inseguros e manifestação de traços psicopáticos, destacando a importância das experiências relacionais precoces no desenvolvimento de padrões emocionais e interpessoais disfuncionais. Estes resultados contribuem para uma melhor compreensão da etiologia da psicopatia e reforçam a relevância da teoria da vinculação como enquadramento explicativo neste domínio. | Psychopathy is a widely studied construct in psychology and forensic psychiatry, characterized by interpersonal, affective, and behavioral traits such as emotional instability, manipulation, and persistent antisocial behaviors. The complexity of this phenomenon lies not only in its clinical expression but also in the social and legal implications it entails. Attachment theory offers a relevant conceptual framework for understanding how early relational experiences may influence the emotional and interpersonal organization associated with psychopathy. The present study aimed to analyze, through a systematic literature review, the relationship between attachment styles and both the development of psychopathy and the manifestation of psychopathic traits, seeking to identify consistent patterns that contribute to a better etiological understanding of the construct. To this end, the databases ScienceDirect, EBSCO, PubMed, and APA PsycArticles were consulted. The search term used was “attachment theory and psychopathy.” Initially, 513 articles were identified. After reviewing the titles and abstracts and excluding duplicates, 35 studies were selected for analysis. The results suggest the existence of associations between insecure attachment patterns and the manifestation of psychopathic traits, highlighting the importance of early relational experiences in the development of dysfunctional emotional and interpersonal patterns. These findings contribute to a better understanding of the etiology of psychopathy and reinforce the relevance of attachment theory as an explanatory framework in this field.
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    Contributo para o Estudo das Propriedades Psicométricas do Reflective Functioning Questionnaire – 8 e do Multidimensional Mentalizing Questionnaire: resultados preliminares sobre a capacidade discriminativa e validade convergente
    (ISMT, 2024-04) Fernando, Diogo Alexandre Dias; Vicente, Henrique (Orientador)
    Introdução: A mentalização pode ser definida como uma habilidade que se desenvolve durante a infância por meio de interações com cuidadores capazes de refletir e responder aos estados mentais da criança, dotando-a de competências para compreender, interpretar e comunicar estados mentais próprios e dos outros, sendo crucial para a formação de um sentido de self estável e enriquecido, bem como para as interações interpessoais saudáveis. Objetivos: Este estudo visa contribuir para a análise das propriedades psicométricas de dois instrumentos de auto-resposta que avaliam as capacidades de mentalização: as versões portuguesas do Reflective Functioning Questionnaire – 8 (RFQ-8) e do Multidimensional Mentalizing Questionnaire (MMQ). Será colocado particular enfoque na avaliação da sua consistência interna, capacidade discriminativa e validade convergente. Materiais e Métodos: A amostra do presente estudo integrou um total 233 participantes, organizados em duas subamostras: 200 indivíduos da população geral (121 do sexo masculino e 79 do sexo feminino) e 33 da população clínica (22 do sexo masculino e 11 do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 18 anos e os 77 anos. Os participantes responderam a um questionário sociodemográfico e três instrumentos de autorresposta, o RFQ-8, o MMQ e o BSI. Resultados: Os valores Alpha de Cronbach para o RFQ-8 oscilaram entre 0,786 e 0,625, indicando uma boa/moderada confiabilidade interna, ao passo que no MMQ variaram entre 0,550 e 0,671, sugerindo consistência satisfatória/moderada. Foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nos resultados de ambos instrumentos entre as subamostras. Além disso, foi observada uma correlação significativa entre as pontuações das subescalas RFQ-8 e MMQ e a sintomatologia psicopatológica. Finalmente, foram identificadas associações estatisticamente significativas entre as subescalas do polo da má mentalização do MMQ e as pontuações das subescalas de incerteza e certeza do RFQ-8. Discussão e Conclusões: Os resultados deste estudo sugerem que ambos os instrumentos revelam adequadas propriedades psicométricas, sendo capazes de discriminar populações clínicas da população geral. A relação entre mentalização, tal como medida pelo RFQ-8 e MMQ, e sintomas psicopatológicas é consonante com a literatura que indica uma função reflexiva comprometida em diversas situações clínicas, a ter em consideração em intervenções psicoterapêuticas. Por último, as associações significativas entre as pontuações dos dois instrumentos apontam para a existência de validade convergente. Desse modo, tanto o RFQ-8 como o MMQ podem ser ferramentas relevantes para a investigação e avaliação/intervenção. | Introduction: Mentalization can be defined as an ability that develops during childhood through interactions with caregivers capable of reflecting and responding to the child's mental states, endowing them with competencies to understand, interpret, and communicate their own and others' mental states, being crucial for the formation of a stable and enriched sense of self, as well as for healthy interpersonal interactions. Objectives: This study aims to contribute to the analysis of the psychometric properties of two self-report instruments assessing mentalization abilities: the Portuguese versions of the Reflective Functioning Questionnaire – 8 (RFQ-8) and the Multidimensional Mentalizing Questionnaire (MMQ). Particular emphasis will be placed on evaluating their internal consistency, discriminative capacity, and convergent validity. Materials and Methods: The sample of this study comprised a total of 233 participants, organized into two subsamples: 200 individuals from the general population (121 males and 79 females) and 33 from the clinical population (22 males and 11 females), aged between 18 and 77 years. Participants completed a sociodemographic questionnaire and three self-report instruments, RFQ-8, MMQ, and BSI. Results: Cronbach's Alpha values for RFQ-8 ranged from 0.786 to 0.625, indicating good/moderate internal reliability, while in MMQ they ranged from 0.550 to 0.671, suggesting satisfactory/moderate consistency. Statistically significant differences were found in the results of both instruments between the subsamples. Additionally, a significant correlation was observed between the scores of RFQ-8 and MMQ subscales and psychopathological symptoms. Finally, statistically significant associations were identified between MMQ's poor mentalization subscales and RFQ-8's uncertainty and certainty scores. Discussion and Conclusions: The results of this study suggest that both instruments demonstrate adequate psychometric properties, capable of discriminating clinical populations from the general population. The relationship between mentalization, as measured by RFQ-8 and MMQ, and psychopathological symptoms is consistent with literature indicating compromised reflective function in various clinical situations, to be considered in psychotherapeutic interventions. Lastly, the significant associations between the scores of the two instruments indicate convergent validity. Thus, both RFQ-8 and MMQ can be relevant tools for research and assessment/intervention.
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    A Influência dos Padrões de Vinculação no Desenvolvimento da Perturbação da Personalidade Borderline: uma revisão sistemática da literatura
    (ISMT, 2025-10) Azenha, Carolina Monteiro; Becker, Joana (Orientadora)
    A Perturbação da Personalidade Borderline (PPB) constitui um dos quadros mais complexos e desafiantes da psicopatologia contemporânea, dada a sua elevada prevalência, impacto funcional e dificuldades no tratamento. A relevância de estudar os padrões de vinculação deve-se ao facto de estes serem fatores relacionais precoces que podem ajudar a compreender os mecanismos de origem e manutenção da perturbação. O presente estudo teve como objetivo analisar, através de uma revisão sistemática da literatura, a influência dos estilos de apego no desenvolvimento da PPB. Foram consultadas as bases de dados PubMed, Science Direct, APA PsycArticles e ProQuest, utilizando termos relacionados com “Borderline”, “Attachment” e “Child Development”. Aplicados os critérios de elegibilidade e exclusão, 21 artigos publicados entre 1991 e 2021 integraram a análise qualitativa. Os resultados revelaram uma associação consistente entre estilos de vinculação inseguros – sobretudo o ansioso e o desorganizado – e características centrais da PPB, como instabilidade emocional, impulsividade e medo do abandono. O apego ansioso foi o mais frequente, enquanto o desorganizado surgiu como preditor de quadros mais graves, frequentemente mediado por experiências precoces de trauma. A literatura aponta ainda para uma possível transmissão intergeracional de padrões de apego inseguros em contextos de parentalidade borderline. Conclui-se que os padrões de vinculação desempenham um papel central no desenvolvimento da PPB, reforçando a pertinência da Teoria do Apego como modelo explicativo e clínico. A compreensão desta relação contribui para intervenções preventivas e terapêuticas mais eficazes, nomeadamente através de abordagens que integram vinculação e regulação emocional. | Borderline Personality Disorder (BPD) is one of the most complex and challenging conditions in contemporary psychopathology, given its high prevalence, functional impairment, and treatment difficulties. The relevance of studying attachment patterns lies in their role as early relational factors that may clarify the origins and maintenance of the disorder. This study aimed to analyze, through a systematic literature review, the influence of attachment styles on the development of BPD. The databases PubMed, Science Direct, APA PsycArticles, and ProQuest were searched using terms related to “Borderline,” “Attachment,” and “Child Development.” After applying eligibility and exclusion criteria, 21 articles published between 1991 and 2021 were included in the qualitative analysis. The findings revealed a consistent association between insecure attachment styles— particularly anxious and disorganized—and core features of BPD, such as emotional instability, impulsivity, and fear of abandonment. The anxious style was the most frequently observed, while disorganized attachment emerged as a predictor of more severe cases, often mediated by early traumatic experiences. Evidence also suggests a possible intergenerational transmission of insecure attachment patterns in the context of borderline parenthood. In conclusion, attachment patterns play a central role in the development of BPD, reinforcing the relevance of Attachment Theory as both an explanatory and clinical model. Understanding this relationship contributes to more effective preventive and therapeutic interventions, particularly through approaches that integrate attachment and emotion regulation.
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    Influência das Adversidades da Infância na Construção e Desenvolvimento da Estrutura da Personalidade: relação entre as dimensões da estrutura de personalidade e o suporte social segundo os fatores sociodemográficos
    (ISMT, 2025-10) Carvalho, Patrícia de Sousa Vindeirinho Albuquerque; Lopes, João Borges (Orientador)
    Introdução: A infância constituiu um período crucial na formação das estruturas emocionais, cognitivas e sociais. As experiências adversas precoces (abusos, negligência e disfunções familiares) foram associadas ao aumento do risco de problemas físicos e psicológicos na vida adulta. A teoria sobre estilos parentais de Young reforça a influência que o ambiente em que crescemos exerce sobre nós. O estudo da personalidade é fundamental para compreender a natureza humana, o Modelo P-E-N de Eysenck (Psicoticismo, Extroversão e Neuroticismo) fundamenta a hipótese de que adversidades e práticas parentais influenciam os traços de personalidade. O suporte social é considerado um fator protetor relevante, em situações de crise. Objetivos: Este estudo teve como objetivos: (1) analisar se as adversidades vivenciadas na infância influenciam a construção e o desenvolvimento da estrutura da personalidade; (2) avaliar a relação dos estilos parentais e das dimensões da personalidade; (3) analisar a relação entre dimensões da personalidade e a satisfação com o suporte social; (4) examinar eventuais diferenças nas dimensões da personalidade em função de fatores sociodemográficos (sexo, idade, estado civil e habilitações literárias). Métodos: A amostra foi composta por 85 participantes, composta por amostra clínica (n = 43) e amostra não clínica (n = 42), recrutada em contexto hospitalar e comunitário. Os participantes tinham idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos. Os dados foram recolhidos presencialmente, mediante consentimento informado. Os participantes preencheram presencialmente instrumentos de autorresposta que avaliaram as adversidades vivenciadas na infância (Questionário da História de Adversidade na Infância), os estilos parentais (Questionário de Estilos Parentais), dimensões da personalidade (EPQ-R) e a satisfação com o suporte social (ESSS). Resultados: Os resultados mostraram diferenças significativas entre as populações clínica e não clínica nas dimensões Neuroticismo, Extroversão e Psicoticismo. As dimensões da personalidade não variaram significativamente em função de fatores sociodemográficos (sexo, idade, estado civil e habilitações literárias). O Neuroticismo correlacionou-se, de forma moderada, com algumas adversidades específicas, nomeadamente Abuso Físico, Abuso Emocional, Abuso sexual e Doença Mental. Enquanto a Extroversão apresentou correlações moderadas com abuso emocional e divórcio/separação parental na amostra clínica. Identificaram-se fortes correlações negativas entre Neuroticismo e satisfação com o suporte social, bem como correlações positivas entre Extroversão e satisfação com o suporte social. Não se observaram correlações fortes entre estilos parentais e dimensões da personalidade, embora tenham surgido algumas associações fracas e moderadas. Conclusão: Os resultados sugerem que, as adversidades experienciadas na infância e os estilos parentais se associam às dimensões da personalidade, reforçando o impacto do contexto familiar no desenvolvimento psicológico. O suporte social percebido mostrou-se fortemente relacionado com dimensões de personalidade, principalmente com o Neuroticismo. Estes dados contribuem para a compreensão integrada da influência das experiências precoces e dos recursos sociais na estruturação da personalidade. | Introduction: Childhood constitutes a crucial period in the formation of emotional, cognitive, and social structures. Early adverse experiences (abuse, neglect, and family dysfunctions) have been associated with an increased risk of physical and psychological problems in adulthood. Young's theory on parental styles reinforces the influence that the environment in which we grow up exerts on us. The study of personality is fundamental to understanding human nature, and Eysenck's P-E-N Model (Psychoticism, Extraversion, and Neuroticism) supports the hypothesis that adversities and parental practices influence personality traits. Social support is considered a relevant protective factor in crisis. Objectives: This study aimed to: (1) analyze whether adversities experienced in childhood influence the construction and development of personality structure; (2) evaluate the relationship between parental styles and personality dimensions; (3) analyze the relationship between personality dimensions and satisfaction with social support; (4) examine any differences in personality dimensions based on sociodemographic factors (sex, age, marital status, and educational qualifications). Methods: The sample consisted of 85 participants, comprising a clinical sample (n = 43) and a non-clinical sample (n = 42), recruited in hospital and community settings. Participants ranged in age from 18 to 65 years. Data was collected in person, with informed consent. Participants completed self-report instruments in person that assessed adversities experienced in childhood (Childhood Adversity History Questionnaire), parental styles (Parental Styles Questionnaire), personality dimensions (EPQ-R), and satisfaction with social support (ESSS). Results: The results showed significant differences between the clinical and non-clinical populations in the dimensions of Neuroticism, Extraversion, and Psychoticism. Personality dimensions did not vary significantly based on sociodemographic factors (sex, age, marital status, and educational qualifications). Neuroticism was moderately correlated with some specific adversities, namely Physical Abuse, Emotional Abuse, Sexual Abuse, and Mental Illness. Extraversion showed moderate correlations with emotional abuse and parental divorce/separation in the clinical sample. Strong negative correlations were identified between Neuroticism and satisfaction with social support, as well as positive correlations between Extraversion and satisfaction with social support. No strong correlations were observed between parental styles and personality dimensions, although some weak and moderate associations emerged. Conclusion: The results suggest that adversities experienced in childhood and parental styles are associated with personality dimensions, reinforcing the impact of the family context on psychological development. Perceived social support was shown to be strongly related to personality dimensions, particularly Neuroticism. These data contribute to the integrated understanding of the influence of early experiences and social resources on personality structure.