Repositório ISMT
REPOSITÓRIO ABERTO
Instituto Superior Miguel Torga
O REPOSITÓRIO ABERTO do ISMT é um repositório institucional de acesso aberto das publicações produzidas pela sua comunidade académica.
Neste REPOSITÓRIO, criado em julho de 2013, podem ser consultados dissertações, teses, artigos, comunicações, pósteres e outro material de divulgação científica
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Adaptação Cultural e Validação Psicométrica da Versão Portuguesa para Adultos do Risky, Impulsive, and Self-Destructive Behavior Questionnaire (RISQ)
(ISMT, 2026-07) Monteiro, Mariana Luís; Carreiras, Diogo (Orientador)
Os comportamentos de risco constituem um importante problema de saúde pública e encontram-se consistentemente associados à impulsividade, evidenciando a necessidade de medidas de avaliação robustas para a população portuguesa. Neste contexto, o presente estudo teve como objetivo realizar a adaptação cultural e a validação psicométrica da versão portuguesa para adultos do Risky, Impulsive, and Self-Destructive Behavior Questionnaire (RISQ). No presente estudo participaram 404 adultos da população geral portuguesa, com idades compreendidas entre os 18 e os 70 anos, dos quais 76,2% se identificaram com o género feminino e 22,8% com o género masculino. Foi realizada uma Análise Fatorial Confirmatória (AFC) para confirmar a estrutura fatorial original, e posteriormente uma Análise Fatorial Exploratória (AFE). A validade nomológica foi avaliada com recurso à Escala de Impulsividade de Barratt (BIS-11), à Escala de Afeto Positivo e Negativo (PANAS) e à Escala de Ansiedade e Depressão Hospitalar (HADS), numa subamostra de 275 participantes que reportaram envolvimento prévio em comportamentos de risco. A estabilidade temporal foi avaliada após um intervalo de duas semanas. A AFE identifica uma estrutura de quatro fatores composta por 14 itens, correspondentes às dimensões de ideação autodestrutiva, drogas, agressão criminalizada e consumo compulsivo, com índices de ajustamento adequados (χ²(41) = 133,50, p < 0,001; CFI = 0,949; TLI = 0,887; RMSEA = 0,075; SRMR = 0,029). A versão portuguesa da RISQ apresentou uma consistência interna global adequada (α = .70), bem como nas suas subescalas (α entre .70 e .79), elevada estabilidade temporal (ICC = 0,91; ρ = 0,80, p < 0,001) e evidências de validade nomológica, demonstradas por associações positivas e significativas com a impulsividade global, o afeto negativo e a sintomatologia ansiosa e depressiva. Em suma, a versão portuguesa de 14 itens da RISQ demonstra propriedades psicométricas favoráveis, constituindo um instrumento de autorrelato potencialmente válido, fiável e de aplicação prática para a avaliação multidimensional dos comportamentos de risco em contextos clínicos e de investigação com a população adulta portuguesa. | Risk behaviors constitute a major public health problem and are associated with impulsivity, highlighting the need for valid assessment instruments for the Portuguese population. In this context, the present study aimed to culturally adapt and psychometrically validate the Portuguese version of the Risky, Impulsive, and Self-Destructive Behavior Questionnaire (RISQ) for adults. A total of 404 adults from the Portuguese general population, aged between 18 and 70 years, participated in the study. Of these, 76.2% were female and 22.8% were male. A Confirmatory Factor Analysis (CFA) was initially conducted to examine the original factor structure, followed by an Exploratory Factor Analysis (EFA). Nomological validity was assessed in a subsample of 275 participants who reported previous engagement in risk behaviors using the Barratt Impulsiveness Scale (BIS-11), the Positive and Negative Affect Schedule (PANAS), and the Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS). Test–retest reliability was evaluated over a two-week interval. The EFA identified a four-factor structure comprising 14 items, corresponding to the dimensions of self-destructive ideation, drug related behaviors, aggressive and criminal behaviors, and compulsive buying and eating behaviors, with adequate model fit indices (χ²(41) = 133,50, p < 0,001; CFI = 0,949; TLI = 0,887; RMSEA = 0,075; SRMR = 0,029). The Portuguese version of the RISQ demonstrated adequate overall internal consistency (α = .70), as well as across its subscales (α between .70 and .79), high test-retest reliability (ICC = 0,91; ρ = 0,80, p < 0,001), and evidence of nomological validity, demonstrated by significant positive associations with overall impulsivity, negative affect, and symptoms of anxiety and depression. In conclusion, the 14-item Portuguese version of the RISQ demonstrated favorable psychometric properties, supporting its use as a potentially valid, reliable, and practical self-report instrument for the multidimensional assessment of risk behaviors in both clinical and research settings involving Portuguese adults.
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Análise Psicométrica do Affective Style Questionnaire (ASQ): evidências preliminares na população portuguesa
(ISMT, 2026-07) Carvalho, Rute Ferreira; Carvalho, Teresa (Orientadora)
Introdução: Os estilos afetivos operam no domínio da regulação emocional, funcionam como predisposições individuais para o uso de estratégias de regulação emocional adaptativas ou desadaptativas, com potencial impacto na saúde mental e na presença de psicopatologia. O Affective Style Questionnaire (ASQ) é um questionário de autorresposta breve, originalmente desenvolvido para medir os estilos afetivos Ocultar, Ajustar e Tolerar. Em algumas versões posteriores foi identificado um fator adicional, Conter. Objetivo: O principal objetivo deste estudo foi fornecer resultados preliminares sobre a estrutura latente na versão portuguesa do ASQ, através da comparação de modelos com três e quatro fatores baseados em Hofmann & Kashdan (2010), Ito & Hofmann (2014), Jiang et al., (2018) e Costa (2020). Analisou-se também a validade convergente dos itens nos fatores, a validade discriminante dos fatores, a consistência interna e a fiabilidade teste-reteste. Método: Utilizou-se uma amostra não-probabilística que incluiu 226 adultos recrutados na comunidade portuguesa. Um subgrupo de 32 participantes desta amostra permitiu analisar a estabilidade temporal do ASQ. Resultados: Os resultados obtidos por análise fatorial confirmatória indicaram que o modelo tetrafatorial reespecificado de Ito e Hofmann (2014), com 16 itens e dois pares de resíduos correlacionados, apresentou o melhor ajustamento global, ainda que inferior ao recomendado. Todos os modelos apresentaram um ajustamento local apropriado. A validade convergente dos itens nos respetivos fatores revelou-se adequada na maioria dos modelos e, em todos estes, os fatores mostraram ser internamente consistente. A validade discriminante sugeriu uma reduzida diferenciação entre algumas dimensões, limitação esta consideravelmente atenuada no modelo com melhor ajustamento global. Neste modelo, os fatores revelaram-se temporalmente estáveis. Discussão: Na globalidade, os dados fornecem suporte preliminar para a utilização da versão portuguesa do ASQ de acordo com a estrutura tetrafatorial com 16 itens proposta por Ito e Hofmann (2014), embora estudos futuros sejam necessários para clarificar a sua dimensionalidade. | Introduction: Affective styles operate in the domain of emotional regulation, functioning as individual predispositions for the use of adaptive or maladaptive emotional regulation strategies, which have a potential impact on mental health and the presence of psychopathology. The Affective Style Questionnaire (ASQ) is a brief self-report measure originally developed to assess the affective styles of Concealing, Adjusting, and Tolerating. In some later versions, an additional factor, Holding, was identified. Objectives: The primary aim of this study was to provide preliminary evidence regarding the latent structure of the Portuguese version of the ASQ by comparing three- and four factor models based on Hofmann and Kashdan (2010), Ito and Hofmann (2014), Jiang et al. (2018), and Costa (2020). The study also examined item convergent validity within factors, discriminant validity among factors, internal consistency, and test–retest reliability. Method: A non-probabilistic sample of 226 adults recruited from the Portuguese community was used. A subgroup of 32 participants from this sample enabled the analysis of the temporal stability of the ASQ. Results: Confirmatory factor analysis indicated that the four-factor respecified model proposed by Ito and Hofmann (2014), comprising 16 items with two correlated residual pairs, demonstrated the best global fit, although it fell short of recommended thresholds. All models exhibited adequate local fit. Item convergent validity within the respective factors was adequate in most models, and all factors were internally consistent across models. Discriminant validity indicated insufficient differentiation among some dimensions, a limitation that was largely attenuate in the model with the best global fit. In this model, the factors were temporally stable. Discussion: Overall, the data provide preliminary support for the use of the Portuguese version of the ASQ according to the 16-item four-factor structure proposed by Ito and Hofmann (2014), although future studies are needed to clarify its dimensionality.
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Serviço Social Autárquico no Contexto da Descentralização: experiência da CIM da Região Metropolitana de Coimbra
(ISMT, 2026-07) Rodrigues, Beatriz Figueiredo; Menezes, Manuel (Orientador)
A presente dissertação analisa o processo de descentralização de competências no domínio da ação social em Portugal, com enfoque nas perceções dos assistentes sociais que exercem funções nos municípios da Comunidade Intermunicipal da Região Metropolitana de Coimbra. Partindo da questão de como esta reforma está a reconfigurar o exercício profissional dos assistentes sociais nas autarquias locais, o estudo procura identificar as potencialidades e os constrangimentos que moldam esta transformação. A investigação adota uma metodologia de natureza mista, articulando abordagens quantitativas e qualitativas, com recurso a inquérito por questionário aplicado a 31 profissionais de dezoito municípios. O tratamento das respostas abertas foi orientado pela metodologia de análise de conteúdo proposta por Bardin (2011). Os resultados evidenciam uma dualidade central. Por um lado, os assistentes sociais reconhecem que a descentralização promoveu uma maior proximidade às populações, respostas sociais mais céleres e uma intervenção mais ajustada às especificidades dos territórios. Por outro, a implementação deste modelo tem sido acompanhada por constrangimentos estruturais significativos, nomeadamente o aumento da carga de trabalho, a insuficiência de recursos humanos, a sobrecarga burocrática e as lacunas na formação para o exercício das novas competências. Apesar do reconhecimento da autonomia técnica, persistem desigualdades na capacidade de influência sobre a definição de prioridades e políticas locais. O risco de aprofundamento das assimetrias territoriais entre municípios com capacidades distintas constitui igualmente uma preocupação transversal. O estudo conclui que o sucesso da descentralização na ação social depende não apenas da transferência formal de competências, mas da criação de condições efetivas (recursos, formação, regulamentação e reconhecimento profissional) para que os municípios possam exercê-las com qualidade, eficiência e equidade. | This dissertation analyses the process of decentralisation of powers in the field of social work in Portugal, focusing on the perceptions of social workers employed by the municipalities of the Intermunicipal Community of the Coimbra Metropolitan Region. Starting from the question of how this reform is reshaping the professional practice of social workers in local authorities, the study seeks to identify the opportunities and constraints shaping this transformation. The research adopts a mixed-methods approach, combining quantitative and qualitative methods, using a questionnaire survey administered to 31 professionals from eighteen municipalities. The analysis of open-ended responses was guided by the content analysis methodology proposed by Bardin (2011). The results highlight a key duality. On the one hand, social workers recognise that decentralisation has fostered greater proximity to local communities, swifter social responses and interventions better tailored to the specific characteristics of the local areas. On the other hand, the implementation of this model has been accompanied by significant structural constraints, notably an increased workload, a shortage of human resources, excessive bureaucracy and gaps in training for the exercise of new powers. Despite the recognition of technical autonomy, inequalities persist in the ability to influence the setting of local priorities and policies. The risk of widening territorial disparities between municipalities with differing capacities is also a cross-cutting concern. The study concludes that the success of decentralisation in social action depends not only on the formal transfer of powers, but on the creation of effective conditions (resources, training, regulation and professional recognition) to enable municipalities to exercise these powers with quality, efficiency and equity.
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(Re)Escrever a Imagem Corporal: uma análise mediacional da fusão cognitiva na relação entre imagem corporal positiva e sintomatologia emocional
(ISMT, 2026-07) Gonçalves, Ana Inês Oliveira; Simões, Joana (Orientadora)
Contexto: A imagem corporal positiva tem emergido como um importante indicador de saúde mental, associando-se a maior bem-estar e menor sintomatologia emocional negativa. Embora o apreço corporal constitua um indicador da imagem corporal positiva e os discursos positivos acerca do corpo se associem a experiências corporais positivas, permanecem pouco compreendidos os processos psicológicos subjacentes a estas associações. A fusão cognitiva relacionada com a imagem corporal tem sido associada a maior sintomatologia emocional negativa. Contudo, o seu papel na relação entre indicadores positivos de imagem corporal e ajustamento emocional, particularmente no caso dos discursos positivos acerca do corpo, continua superficialmente conhecido. Objetivo: Analisar o papel mediador da fusão cognitiva relacionada com a imagem corporal na associação dos discursos positivos acerca do corpo e do apreço corporal com a sintomatologia depressiva e ansiosa em adultos portugueses, explorando ainda diferenças entre sexos. Métodos: A amostra integrou 248 adultos portugueses, entre os 18 e os 65 anos. Os participantes preencheram um protocolo online composto pela Body Talk Scale, Body Appreciation Scale-2, Cognitive Fusion Questionnaire – Body Image e as subescalas de depressão e ansiedade da Depression, Anxiety and Stress Scale – 21 itens. Realizaram-se estatísticas descritivas, testes t para amostras independentes, correlações de Pearson e análises de trajetórias. Resultados: Verificaram-se diferenças significativas entre sexos apenas na fusão cognitiva com a imagem corporal, superior nas mulheres. O modelo apresentou excelente ajustamento aos dados empíricos e revelou mediação significativa. Os efeitos dos discursos positivos acerca do corpo na sintomatologia depressiva e ansiosa foram totalmente mediados pela fusão cognitiva com a imagem corporal, enquanto o apreço corporal apresentou efeitos diretos e indiretos, sugerindo mediação parcial. Conclusão: Os resultados parecem indicar que a fusão cognitiva relacionada com a imagem corporal constitui um processo relevante na associação entre indicadores positivos da imagem corporal e a sintomatologia emocional negativa. Os diferentes padrões de mediação sugerem que estes indicadores poderão atuar através de mecanismos distintos. Estes achados contribuem para uma melhor compreensão da relação entre imagem corporal positiva e saúde mental, reforçando a importância de intervenções que promovam imagem corporal positiva e flexibilidade psicológica. | Background: Positive body image has emerged as an important indicator of mental health, being associated with greater well-being and lower levels of emotional distress. Although body appreciation is considered a key indicator of positive body image and positive body talk has been associated with more positive body-related experiences, the psychological processes underlying these associations remain poorly understood. Body image-related cognitive fusion has been associated with higher levels of negative emotional symptoms. However, its role in the relationship between positive body image related indicators and emotional adjustment, particularly in the case of positive body talk, remains poorly understood. Objective: To examine the mediating role of body image-related cognitive fusion in the association of positive body talk and body appreciation with depressive and anxiety symptoms in Portuguese adults, while also exploring sex differences. Methods: The sample comprised 248 Portuguese adults aged 18 to 65 years. Participants completed na online assessment protocol comprising the Body Talk Scale, Body Appreciation Scale-2, Cognitive Fusion Questionnaire – Body Image and the depression and anxiety subscales of the Depression, Anxiety, and Stress Scale – 21 items. Descriptive statistics, independent-samples t-tests, Pearson correlations and path analysis were conducted. Results: Significant sex differences were observed only in body image-related cognitive fusion, with higher scores among women. The model demonstrated an excellent fit to the empirical data and revealed a significant mediation effect. The effects of positive body talk on depressive and anxiety symptoms were found to be fully mediated by body image related cognitive fusion, whereas body appreciation showed both direct and indirect effects, suggesting partial mediation. Conclusion: The findings suggest that body image-related cognitive fusion is a relevant process in the association between positive body image-related indicators and negative emotional symptomatology. The different mediation patterns suggest that these constructs may operate through distinct mechanisms. These findings contribute to a better understanding of the relationship between positive body image and mental health, reinforcing the importance of interventions that simultaneously promote positive body image and psychological flexibility.
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A Influência da Sensibilidade ao Processamento Sensorial na Autocompaixão e na Compaixão para com os Outros
(ISMT, 2026-07) Ferreira, Tatiana Cristina Dias; Pires, Cláudia (Orientadora)
A sensibilidade ao processamento sensorial (SPS) é um traço temperamental caracterizado por uma maior profundidade de processamento dos estímulos, elevada reatividade emocional e sensibilidade interpessoal acrescida. Apesar dos avanços na investigação sobre este construto, a sua relação com os processos compassivos — nomeadamente a autocompaixão e a compaixão pelos outros — permanece pouco explorada. O presente estudo teve como objetivo analisar a relação entre a SPS, a autocompaixão e a compaixão pelos outros, bem como explorar o papel preditivo da SPS nestas variáveis e respetivas dimensões. A amostra foi constituída por 430 adultos da população portuguesa (76.7% mulheres), com idades compreendidas entre os 18 e os 78 anos (M = 31.46; DP = 13.99). As pessoas participantes responderam a um questionário online que incluía a Escala de Sensibilidade ao Processamento Sensorial — Versão Revista (HSPS-R), e as Escalas de Motivação e Ação Compassiva (CMAS), nas suas versões de autocompaixão e de compaixão em relação aos outros. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significativas nos níveis de SPS e de compaixão pelos outros em função do género, com as mulheres a apresentarem valores mais elevados em ambas as variáveis. Verificaram-se ainda correlações significativas entre a SPS e as dimensões da compaixão em relação aos outros — intenção (r = .29, p < .001), tolerância ao sofrimento (r = .18, p < .001) e ação (r = .12, p < .05) — bem como entre a SPS e a intenção da autocompaixão (r = .28, p < .001). As análises de regressão linear hierárquica confirmaram o papel preditivo significativo da SPS sobre a intenção da autocompaixão (β = .23, p < .001), bem como sobre a intenção (β = .30, p < .001), a tolerância ao sofrimento (β = .20, p < .001) e a ação da compaixão pelos outros (β = .11, p < .05), após o controlo do género e do diagnóstico clínico. Os resultados destacam o papel diferencial da SPS nos processos compassivos, sugerindo uma associação com maior predisposição motivacional para a compaixão — tanto dirigida aos outros como a si próprio — que nem sempre se acompanha de níveis elevados de comportamentos compassivos concretos, em particular no domínio da autocompaixão. As limitações metodológicas e as implicações para a investigação e prática clínica são igualmente discutidas. ! Sensory-processing sensitivity (SPS) is a temperamental trait characterized by deeper processing of stimuli, high emotional reactivity, and heightened interpersonal sensitivity. Despite advances in research on this construct, its relationship with compassionate processes—namely self-compassion and compassion for others—remains underexplored. The present study aimed to analyze the relationship between SPS, self-compassion, and compassion for others, as well as to explore the predictive role of SPS regarding these variables and their dimensions. The sample consisted of 430 adults from the Portuguese population (76.7% women), aged between 18 and 78 years (M = 31.46; SD = 13.99). Participants completed an online questionnaire that included the Highly Sensitive Person Scale—Revised Version (HSPS-R) and the Compassionate Motivation and Action Scales (CMAS), in their self-compassion and compassion-for-others versions. The results revealed statistically significant differences in levels of SPS and compassion for others based on gender, with women showing higher scores on both variables. Significant correlations were also found between SPS and the dimensions of compassion for others—intention (r = .29, p < .001), tolerance of distress (r = .18, p < .001), and action (r = .12, p < .05)—as well as between SPS and the intention dimension of self-compassion (r = .28, p < .001). Hierarchical linear regression analyses confirmed the significant predictive role of SPS regarding the intention for self-compassion (β = .23, p < .001), as well as the intention (β = .30, p < .001), distress tolerance (β = .20, p < .001), and compassionate action toward others (β = .11, p < .05), after controlling for gender and clinical diagnosis. The results highlight the differential role of SPS in compassionate processes, suggesting an association with a greater motivational predisposition for compassion—directed toward both others and the self—that is not always accompanied by high levels of concrete compassionate behaviors, particularly in the domain of self-compassion. Methodological limitations and implications for research and clinical practice are also discussed.