Reatividade Emocional e Sintomatologia Depressiva e Ansiosa: contributos da flexibilidade psicológica e do pensamento dialético em pessoas com e sem diagnóstico psicopatológico

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Data
2025-10
Autores
Sousa, Marta Susana Santos de
Carreiras, Diogo (Orientador)
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Editora
ISMT
Resumo
O presente estudo teve como principal objetivo analisar a relação entre a reatividade emocional, a flexibilidade psicológica e o pensamento dialético na explicação dos sintomas depressivos e ansiosos, procurando compreender o papel destas variáveis como potenciais fatores de vulnerabilidade e proteção da saúde mental. Participaram 326 indivíduos de nacionalidade portuguesa e com idades compreendidas entre os 18 e 69 anos, distribuídos entre população clínica (n = 52) e não clínica (n = 274), tendo sido aplicados instrumentos de autorrelato que avaliaram reatividade emocional, flexibilidade psicológica, pensamento dialético, depressão e ansiedade. O desenho do estudo foi quantitativo, transversal, correlacional e preditivo. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significativas entre os grupos, com a população clínica a apresentar níveis mais elevados de reatividade emocional, depressão e ansiedade, e níveis mais baixos de flexibilidade psicológica e pensamento dialético. As análises correlacionais demonstraram associações positivas entre reatividade emocional e sintomatologia psicopatológica, e associações negativas entre flexibilidade psicológica, pensamento dialético e sintomatologia psicopatológica. As regressões lineares hierárquicas confirmaram que a reatividade emocional prediz positivamente a depressão e a ansiedade, enquanto a flexibilidade psicológica e o pensamento dialético as predizem negativamente, quando controlada a presença de diagnóstico psicopatológico, explicando uma proporção significativa da variância dos sintomas depressivos (42%) e ansiosos (44%). Estes resultados sustentam a relevância destes processos na compreensão da psicopatologia e reforçam o valor clínico de intervenções que promovam a flexibilidade cognitivo emocional e o pensamento dialético, como componentes centrais da regulação emocional e da adaptação psicológica. | The present study aimed to analyse the relationship between emotional reactivity, psychological flexibility, and dialectical thinking in explaining depressive and anxiety symptoms, seeking to understand the role of these variables as potential vulnerability and protective factors for mental health. A total of 326 individuals of Portuguese nationality, aged between 18 and 69 years, participated in the study, divided into clinical (n = 52) and non- clinical (n = 274) populations. Self-report instruments were administered to assess emotional reactivity, psychological flexibility, dialectical thinking, depression, and anxiety. The study design was quantitative, cross-sectional, correlational, and predictive. The results revealed statistically significant differences between groups, with the clinical population presenting higher levels of emotional reactivity, depression, and anxiety, and lower levels of psychological flexibility and dialectical thinking. Correlational analyses showed positive associations between emotional reactivity and psychopathological symptoms, and negative associations between psychological flexibility, dialectical thinking, and psychopathological symptoms. Hierarchical linear regressions confirmed that emotional reactivity positively predicts depression and anxiety, while psychological flexibility and dialectical thinking negatively predict them, when controlling for the presence of a psychopathological diagnosis. These variables explained a significant proportion of the variance in depressive (42%) and anxiety (44%) symptoms. These findings support the relevance of these processes in understanding psychopathology and reinforce the clinical value of interventions that promote cognitive- emotional flexibility and dialectical thinking as central components of emotional regulation and psychological adaptation.
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