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Título: Experiências Dissociativas e Traumáticas numa Amostra de Doentes com Esquizofrenia e Perturbação Bipolar
Autores: Jesus, Marina Alexandra Precatado de
Sónia Simões (orientadora)
Espirito-Santo, Helena (Orientadora)
Palavras-chave: Experiências dissociativas - Dissociative experiences
Experiências traumáticas - Traumatic experiences
Esquizofrenia - Schizophrenia
Perturbação Bipolar - Bipolar Disorder
Data: 2013
Editora: ISMT
Resumo: As experiências traumáticas são frequentemente indicadas como um fator determinante para a ocorrência de sintomas dissociativos e, por sua vez, os sintomas dissociativos fazem muitas vezes parte de quadros psicopatológicos graves. Assim, dada a escassez de investigação em Portugal que analise a relação entre a dissociação e o trauma em doentes com Esquizofrenia e Perturbação Bipolar, pretendeu-se averiguar se os doentes com Esquizofrenia e Perturbação Bipolar dissociam, que tipo de experiências traumáticas vivenciaram, bem como analisar associação entre dissociação e trauma e verificar se existem diferenças em função do género e da escolaridade. Selecionámos por conveniência 30 sujeitos com idades compreendidas entre os 20 e os 65 anos (M ± DP = 42,6 ± 12,38). A amostra conta com doentes com Esquizofrenia (n = 22) e com Perturbação Bipolar (n = 8). Recorremos a uma entrevista estruturada para confirmação dos diagnósticos psicopatológicos, a Mini International Neuropsychiatric Interview (MINI; traduzido por Guterres, Levy e Amorim, 1999). Na recolha dos dados usámos a Dissociative Experiences Scale (DES; Bernstein e Putnam, 1986; Espírito Santo e Pio Abreu, 2009) e o Traumatic Experiences Checklist (TEC; Nijenhuis, Van der Hart e Vanderlinden, 2002; Espírito-Santo et al., 2009). Grande parte dos doentes da amostra apresentou sintomas dissociativos (40%), pontuando mais alto no fator absorção da DES, e tiveram mais experiências traumáticas entre os 7 e os 12 anos. Destaca-se que os sintomas dissociativos correlacionaram-se com as experiências traumáticas. As mulheres dissociaram mais do que os homens, apresentaram significativamente mais experiências traumáticas e maior gravidade traumática que os homens. Não se verificaram diferenças significativas na manifestação de sintomas dissociativos e na ocorrência de experiências traumáticas, no que toca à escolaridade. A maioria dos resultados encontraram suporte na literatura, porém existe a necessidade de se realizarem mais estudos com este tipo de população e aumentar tamanho da amostra para se poder retirar conclusões mais fidedignas. De facto, este é o primeiro estudo Português a analisar as experiências traumáticas e dissociativas em doentes com Esquizofrenia e um dos primeiros realizado com doentes com Perturbação Bipolar. / Traumatic experiences are often indicated as a determining factor for the occurrence of dissociative symptoms and, in turn, dissociative symptoms are often part of severe psychopathology. Thus, given the lack of research in Portugal to examine the association between dissociation and trauma in patients with Schizophrenia and Bipolar Disorder, we intended to determine if patients with Schizophrenia and Bipolar Disorder dissociate, what kind of traumatic experiences they had, as well as analyze the association between dissociation and trauma and check if there are differences by gender and achievement. For convenience we selected 30 subjects aged between 20 and 65 years (M ± SD = 42.6 ± 12.38). The sample has Schizophrenica patients (n = 22) and Bipolar Disorder patients (n = 8). We use a structured interview to confirm the diagnoses of psychopathology, the Mini International Neuropsychiatric Interview (MINI; translated by Guterres, Levy & Amorim, 1999). In collecting the data we used the Dissociative Experiences Scale (DES; Bernstein & Putnam, 1986; Espírito Santo & Pio Abreu, 2009) and the Traumatic Experiences Checklist (TEC; Nijenhuis, Van der Hart & Vanderlinden, 2002; Espírito Santo et al.,2009). Most patients of the sample revealed dissociative symptoms (40 %), scoring highest in the absorption factor of DES, and had more traumatic experiences between 7 and 12 years. Dissociative symptoms were correlated with traumatic experiences. Women dissociated more than men and, had significantly more traumatic experiences and more severe trauma. There were no significant differences in the manifestation of dissociative symptoms and the occurrence of traumatic experiences depending achievement Most of the results found support in the literature, but is a necessary to develop further studies with this type of population, increasing the sample size, to be able to draw more reliable conclusions. Indeed, this is the first Portuguese study examining the traumatic and dissociative experiences in patients with Schizophrenia and one of the first with Bipolar Disorder.
URI: http://dspace.ismt.pt/xmlui/handle/123456789/384
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